terça-feira, 18 de novembro de 2014

Conscientiza Carioca - O Evento

Bom chegou finalmente o dia do evento em que os alunos e professores da Unicarioca se reuniram para um grande evento de concientização sustentável.
Veja algumas fotos do evento:













Outros stands








Infelizmente devido ao grande fluxo de pessoas no evento não conseguimos tirar fotos de todos os stands, caso alguém tenha uma foto para nos enviar, agradecemos!


Conscientiza Carioca!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Faça seu próprio biodiesel

Qualquer um pode produzir biodiesel. È fácil, podes fazê-lo na cozinha, e é melhor que o combustível derivado do petróleo que vendem nos postos. Teu motor funcionará melhor e durante mais tempo com teu combustível caseiro, e é muito mais limpo; é melhor para o ambiente e para a saúde. Se o produzes a partir de óleo de cozinha usado não só será barato, estarás reciclando um resíduo prejudicial. O melhor de todo é o grande sentimento de liberdade e independência que da. Aqui está todo o que precisas saber para fazê-lo:
Três alternativas

Um motor diesel pode funcionar com óleos vegetais. Tem três formas de fazê-lo:

Misturar o óleo com querosene (parafina), diesel ou biodiesel
Usá-lo diretamente. Combustível de Óleo Vegetal (COV)
Converte-lo em biodiesel
Os dois primeiros métodos parecem mais fáceis, mais... como tantas coisas na vida, a facilidade é aparente.

1. Mistura 

Se misturas óleo vegetal com querosene ou com diesel ainda usas combustível fóssil. "Mais limpo, mais não o suficiente", dirão muitos. De todas formas, por cada litro de óleo vegetal poupa-se um litro de combustível fóssil e se libera na atmosfera muito menos anidrido carbônico.

O normal es usar uma mescla de 70% de óleo e 30% de querosene; também são freqüentes as misturas a 50%. Se pode usar a mistura diretamente, mais ha opiniões sobre a necessidade de, pelo menos, um pre-aquecimento, e incluso um sistema de dois depósitos, como com o combustível COV; estamos de acordo com isto. O mesmo acontece com as misturas de óleo e biodiesel (costumam se misturar ao 50%). Em ambos os casos é pouco provável que o uses num velho Mercedes IDI diesel de cinco cilindros, que é um motor muito tolerante e resistente. Usá-lo em outros motores não é boa idéia.

Para se assegurar que o motor funcione bem precisas de um sistema de dois depósitos com pre-aquecimento, e já não é necessário o querosene. Se usas o óleo com biodiesel, gastarás muito menos biodiesel reservando ele no depósito secundário para fazer pegar e parar o motor em vez de misturá-los. Ou simplesmente podes usar biodiesel puro e evitar os incômodos do segundo depósito e o pre-aquecimento.

Não é recomendável fazer mesclas, mais tem vantagens em climas frios. Um pouco de querosene ou diesel mineral (derivado do petróleo) mesclado com o biodiesel evita que a mescla se congele até que realmente faça muito frio, e uma mescla a 50% com biodiesel fará o mesmo em um sistema COV.

Mensagem enviada à Lista de Correio dos Bio-combustíveis:

"Comprei no supermercado três litros de óleo e os coloquei no depósito do meu furgão VW Caddy de 1998. Havia três ou quatro litros de diesel mineral. Estava usando 50% de diesel y 50% de óleo. Somente encontrei duas diferenças: A) a temperatura do motor foi 10 °C inferior; B) o intenso odor a fritadeira de restaurante. Aparte disto, nenhum problema. Segundo aquece, aumento a proporção óleo/diesel e espero ver que acontece.-- Nick"

Resposta:

"Acontecerá que tuas partidas em frio serão cada dia mais difíceis. Provavelmente o filtro de combustível comece a entupir. Com o tempo os injetores ficarão cobertos por uma crosta preta. A sujeira não permite que o combustível seja bem distribuído no cilindro e não queima bem. Também haverá sujeira nos anéis do pistão e não deixará passar o lubrificante, aumentando o consumo de lubrificante e a possibilidade de um dano, se ainda consegues arrancar pelas manhãs. Usar mais de um 20% de óleo misturado com o diesel só é boa idéia para 'experimentos' de corta duração. Infelizmente, não estás fazendo nada novo, Nick, se fosse tão fácil como mesclar um monte de óleo com o diesel, mantendo a confiabilidade, já o estaríamos fazendo todos ha muito tempo. Lembranças, Edward Beggs, Neoteric Biofuels Inc" info@biofuels.ca

Uma alternativa é agregar um dissolvente ao óleo para reduzir sua viscosidade, normalmente 3% de dissolvente de Stoddard (aguarrás mineral). Isto despertou muito interesse quando foi publicado por um programa de televisão britânico. Também despertou muito ceticismo: "experimental como muito" foi a opinião dos expertos, e "melhor não o faças" a não ser que tenhas um Mercedes IDI de 5 cilindros (em esse caso nem sequer necessitas o dissolvente). Estamos de acordo com eles. As misturas de óleo vegetal com outros dissolventes, como butanol o etanol, são ainda experimentais. De todas formas podes experimentar, mais não tem garantias de que funcione.

2. Uso direto do óleo vegetal 

Para usar óleo vegetal como combustível (COV: Combustível de Óleo Vegetal) tem que fazer pegar o motor com diesel para aquecê-lo (seja fóssil ou biodiesel), passar logo para o óleo vegetal e voltar a trocar ao diesel antes de parar o motor. Se não o fizeres se formará uma crosta de resíduos requeimados nos injetores e em outras partes do motor. São necessários dois depósitos de combustível (isso é difícil nos motores diesel porque o seu circuito de combustível é hermético). O óleo precisa de um pre-aquecimento para que não esteja viscoso demais.

Ha muito que dizer sobre sistemas COV. Usar óleo vegetal, com biodiesel para partida e parada, pode ser una alternativa limpa, econômica e efetiva.

Aqui tem mais informação sobre sistemas COV.

3. Biodiesel

O biodiesel tem algumas vantagens claras respeito ao óleo vegetal: funciona em qualquer motor diesel sem modificá-lo; basta com completar o depósito e partir. Em climas frios funciona melhor que o COV, mais não tão bem como o diesel fóssil. Consulta Usando biodiesel no inverno. E, a diferença do óleo vegetal, tem superado muitas provas em distintos países, incluindo milhões de quilômetros em rodovias.

O biodiesel é um combustível alternativo, limpo, seguro e pronto para usar, entanto que a maioria dos sistemas COV são ainda experimentais e precisam muito desenvolvimento.

Por outra parte, o biodiesel pode ser mais caro, dependendo da matéria prima que se utilize e se o comparas com o preço do óleo usado (queimado) ou com o preço do óleo novo, e também depende de onde mores. O tratamento do biodiesel é mais complexo que o do óleo. Mais o número de pessoas que produzem biodiesel aumenta rapidamente em todo o mundo, e não parece que tenham em conta estas considerações. Produzindo uma vez à semana, ou uma vez ao mês, tem o subministro assegurado. Muitos deles o tem feito durante anos.

De todas formas, o óleo também deve ser processado, especialmente o usado, que muita gente prefere porque é barato, as vezes gratuito. O óleo usado deve ser filtrado, secado e desacidificado.


Os produtores de biodiesel opinam que é melhor aproveitar o trabalho fazendo biodiesel, entanto os que usam o óleo diretamente dizem que é muito menos trabalho limpar o óleo que fazer biodiesel.
   
x
Necessita ser processado
Confiabilidade
Mudanças no motor
É mais barato
Biodiesel
Sim
Sim
Não
As vezes
COV
menos
Não
Sim
Normalmente sim


Custos e preços: Os produtores de biodiesel que usam óleo de cozinha usado dizem que podem produzi-lo a 60 centavos de dólar o galão ou por menos. O normal é usar 600 galões ao ano (10 por semana), que são 360$ ao ano. Um sistema COV custa entre 300$ y 1.200$ ou mais. Se amortiza em um ou dois anos, que é pouco tempo na vida de um motor diesel. Mas... ¿quanto dura o motor com o óleo vegetal? É cedo demais para saber. Provavelmente durará muito se o sistema COV é bom. Aqui recomendações e muito mais.

Biodiesel

Converter o óleo em biodiesel é provavelmente a melhor alternativa, pelo menos isto é o que nos pensamos.

Também podes comprá-lo já feito.Atualmente a maioria dos fabricantes europeus de carros dão garantias cobrindo o funcionamento de seus motores com biodiesel puro; mas pode que não com qualquer biodiesel. Alguns fabricantes só garantem o uso do biodiesel produzido na Europa, não nos E.U.A. Parece que é um problema comercial mais que de qualidade. Na Alemanha tem mais de 1.500 postos que subministram biodiesel, e é mais barato que o diesel ordinário. Também se usa muito na França, que é a maior produtora de biodiesel do mundo. Quase todo o diesel fóssil que se vende na França contem entre 2% e 5% de biodiesel. Isto se estenderá pronto por toda Europa graças as novas leis da União Européia. Alguns Estados de E.U.A. estão criando leis similares entanto cresce o número de provedores. Naquele país é mais caro o biodiesel que o diesel ordinário, mas as vendas crescem rapidamente e os preços diminuem com o tempo. No Reino Unido o biodiesel paga menos impostos que o diesel ordinário e está disponível no mercado.

Se quer fabrica-lo você mesmo, tem muitas boas receitas disponíveis para fazer biodiesel de grande qualidade, e todas dizem o mesmo que nos: alguns dos produtos são perigosos, toma todas as precauções, e se te queimas, te mutilas, ficas cego ou morres nos sentiremos muito tristes, mas não responsáveis. Não recomendamos nada, a responsabilidade é de cada um.

Por outro lado, muita gente o está fazendo; é seguro se eis cuidadoso e de bom senso. "Bom senso" também significa que não tenhas medo demais, como alguns: "Gostaria de produzir biodiesel, mais me dão medo esses venenos terríveis". De fato são bastante comuns nas casas. O OHNa se vende em supermercados para limpar os esgotos, provavelmente tem um vidro debaixo da pia da maioria das casas. O metanol é o componente principal do combustível para barbacoa; também é o componente principal do combustível que usam as crianças nos motores dos seus aeromodelos. Observa com perspectiva, não tenhas medo demais. Consulta Seguridade muita mais informação Consulta Seguridade para mais informação. Primeiro aprende tanto como possas, tem muita mais informação disponível. Faz pequenos lotes de prova antes de tentar com quantidades grandes. Faça com óleo novo antes de tentar com óleo usado.

Como começar

Começa fazendo uma prova com um litro de óleo novo e uma batedeira que possas inutilizar, já que NUNCA deve voltar à cozinha (podes comprar uma barata de segunda mão). Também podes provar isto; ou melhor, constrói um simples minireator.

¡Vamos, faça! Compra metanol, soda cáustica (OHNa), óleo de cozinha, e vá em frente.

Aqui Na prova usa um litro de óleo em lugar de dez litros, e 200 ml de metanol em lugar de dois litros, com 3,5 gramas de soda. Aqui se explica como usar a batedeira, e aqui como mesclar o metóxido de sódio (metóxido, o método simples, e também seguro).

O seguinte passo

O seguinte passo é aprender. Agora tens que tomar algumas decisões. Na realidade todo é bem simples, milhares de pessoas o estão fazendo, e muito poucas são profissionais da química. Não ha nada que alguém sem conhecimentos de química não possa entender, nem nada que não possa fazer, e faze-lo bem, mas há muito que aprender. Deverias encontrar justo aqui todo o que precisas saber. Tentamos que seja do modo mais fácil. Começarás com o processo mais simples (que tem maior probabilidade de êxito) e logo avançar passo a passo seguindo uma seqüência lógica, é aprimorando a técnica.

Primeiro te contaremos como começamos nos.

O processo

Os óleos vegetais e as graxas animais são triglicéridos, quer dizer, contem glicerina. Este processo transforma os óleos em ésteres, separando a glicerina, que fica depositada no fundo do recipiente. O biodiesel pode se separar com um sifão porque flutua por cima.

Esta reação química se chama transesterificação. Consiste em substituir a glicerina do óleo por outro álcool (metanol) utilizando soda cáustica como catalisador.

Nos usamos metanol para fazer metilésteres. Preferiríamos usar etanol porque a maior parte do metanol procede de combustíveis fósseis (ainda que também pode se obter da biomassa, por exemplo da madeira), enquanto que o etanol procede das plantas e podes destilá-lo você mesmo, mas a produção de biodiesel é mais complicada com etanol. 

O etanol (o álcool etílico, C2H5OH) também tem vários nomes bem conhecidos, como vino, cerveza, vodka..., mas O METANOL É UN VENENO MORTAL: primeiro te deixa cego, depois te mata, e não faz falta muita quantidade. Tarda umas horas em te matar, podes sobreviver se recebes tratamento médico a tempo. Não te desanimes, é fácil trabalhar de forma segura. Todo o que explicamos aqui é seguro se si faz bem.

O metanol também é chamado de álcool metílico, álcool de madeira, espirito da madeira , metil hidrato, carbinol, espíritos coloniais, metilol, metil hidróxido, hidroximetano, monohidroximetano, ou MeOH (CH3OH o CH4O) -- todos são o mesmo. Mais, de forma confusa, "metilcarbinol" o "metil carbinol" se usa tanto para o metanol como para o etanol.

O álcool etílico desnaturalizado (95% etílico, 5% metílico) e o álcool isopropílico não servem para produzir biodiesel.

A base alcalina (catalisador) pode ser hidróxido de sódio (soda cáustica, OHNa) o hidróxido de potássio (OHK), que é mais fácil de usar, e pode proporcionar fertilizante de potássio como subproduto. O hidróxido de sódio é mais fácil de conseguir y mais barato. Com o hidróxido de potássio o processo é o mesmo, mas tem que usar 1,4 vezes mais quantidade que com o hidróxido de sódio.  Podes comprar KOH a provedores de produtos para a fabricação de sabão ou provedores de produtos químicos. Outros produtos como o álcool isopropílico (isopropanol) para a titulação, também podem se comprar a provedores de produtos químicos.

ADVERTENCIA: A soda (seja NaOH ou KOH) é perigosa. Não pode cair nem nos olhos nem na pele, não respires seus vapores , e mantenha afastada dos alimentos e das crianças. A soda cáustica reage com o alumínio, o cobre e o zinco. Utiliza para o metóxido recipientes de vidro, esmalte, acero inox ou HDPE (polietileno de alta densidade). 

Consulta também Making lye from wood ash.

Nosso primeiro biodiesel


Quando fizemos nosso primeiro biodiesel em Hong Kong, faz mais de cinco anos, só era um projeto de pesquisa. A maior parte do equipamento era improvisado. Alem dos produtos químicos e alguns vasos de precipitação e seringas, só tivemos que comprar uma balança.

Obtivemos 60 litros de óleo de cozinha usado de um McDonald's da ilha de Lantau (Hong Kong). Eram quatro recipientes de 16 litros, uma mistura de óleo usado com restos de graxa de novilha e de frango. Dois dos garrafões haviam-se solidificado, os outros dois continham uma pasta semilíquida. Os aquecemos um pouco na cozinha (até 50°C) e coamos num filtro de malha fina, logo a través de filtros de papel para café, mesmo que já estavam bastante limpos (ficaram muito poucos restos de comida nos filtros). 


Aceite usado de McDonald's
Para nosso primeiro experimento compramos 10 litros de óleo de cozinha, o mais barato que pudemos encontrar. Não sabemos de que tipo era, nas etiquetas só tinha "Óleo de cozinha".

Aquela experiência funcionou. Temos aprendido muito desde então. Agora nos resulta fácil produzir biodiesel de boa qualidade. Já não usamos recipientes abertos, nem tampouco deves faze-lo; deves mesclar o metanol num vasilhame fechado.

A experiência, os conhecimentos, a tecnologia, o equipamento, e as medidas de seguridade tem melhorado muito desde que preparamos nosso primeiro biodiesel já faz cinco anos, principalmente graças à colaboração de milhares de produtores de biodiesel de todo o mundo, na Lista de correio dos bio-combustíveis e outros forums de internet.

Como diz um membro da lista em 2002: "Quero dizer o importante que é o que estão fazendo todos aqui. Os sistemas cerrados para a produção de biodiesel a escala local ou regional, utilizando os recursos da zona e tecnologias acessíveis, e o livre intercâmbio da informação. É Impressionante. Continuem assim".

Biodiesel a partir de óleo novo 

Faça a sua primeira prova usando óleo novo (fresco, sem cozinhar). Segue as instruções que tem embaixo com um litro de óleo em vez de dez litros, e 200 ml de metanol em vez de dois litros, com 3,5 gramas de OHNa. Comprova a qualidade do teu biodiesel com este controle de qualidade básico.
  
Tivemos problemas para encontrar metanol puro em Hong Kong. Finalmente compramos cinco litros de um distribuidor atacadista de produtos químicos, caríssimo!! 10$ por litro. Consulta Quanto metanol?

Em nossa primeira prova usamos 10 litros de óleo, 2 litros de metanol y 3,5 gramas de OHNa puro granulado (hidróxido de sódio) para cada litro de óleo. Como tínhamos 10 litros de óleo a quantidade total de OHNa foi de 35 gramas. Lê Mais sobre o OHNa.

Podes comprar o OHNa em drogarias. Agita a embalagem para comprovar se não ha umidade, se convertendo numa massa inútil, e se assegure de fechá-lo hermeticamente.

Tivemos que nos dar muita pressa em medir os 35 gramas de OHNa e voltar a tampar a embalagem (em Hong Kong a umidade estival costuma ser de 80% e a temperatura de 30° C o más). O OHNa se umedece rapidamente e perde sua eficiência.

Mesclamos o OHNa com os dois litros de metanol numa garrafa de vidro com gargalo estreito para evitar que espire fora. A mescla começo a desprender gases e a esquentar; a reação completou-se em quinze minutos. Consulta Metóxido, o método simples. O metóxido tem que mescla-lo em recipientes fechados.

O resultado da reação é metóxido de sódio, uma base extremadamente corrosiva que se diverte comendo carne humana. Utiliza todas as medidas de seguridade quando trabalhes com o metóxido de sódio. Tem por perto uma torneira de água corrente.


Midori comprova a temperatura do óleo.
Midori comprova a temperatura do óleo.
Entre tanto tínhamos aquecido os dez litros de óleo num cubo de aço até 40° C (104° F) com o objeto da sua diluição e que se misturara melhor com o metóxido. A temperatura ótima para este processo é de 55° C (131° F). Não esquentes demais porque o metanol se evaporaria (ferve a 64,7° C, 148,5° F).

Tínhamos construído uma estrutura de madeira para sustentar uma furadeira com um misturador de tintas. Funcionou bem e sem respingar.

Transvasamos com cuidado o metóxido de sódio no recipiente do óleo. A reação começou imediatamente formando dois produtos: glicerina no fundo e biodiesel flutuando sobre a glicerina. Seguimos mexendo durante uma hora a temperatura constante e deixamos repousar toda a noite.

No dia seguinte aspiramos do recipiente 10 litros de biodiesel, quedando no fundo dois litros de glicerina.

Biodiesel a partir de óleo usado 
É mais interessante fazer o biodiesel a partir de óleo usado, e também más difícil.

Primeiro comprova a quantidade de água. O óleo usado está mesclado com um pouco de água, e pode afetar o OHNa, especialmente se colocas este em demasia. Forma-se uma gelatina. Para saber quanta água tem no óleo esquenta meio litro numa panela e mede a temperatura com um termômetro. Se tem água começará a pipocar a 50° C (120° F) ou menos. Consulta Tirar a água. Se não pipoca até os 60° C (140° F) não será necessário secar o óleo.

Aqui tem outro método, de Aleks Kac. Precisa menos energia e não ha risco de que se formem ácidos graxos livres por excesso de calor (olha mais embaixo). Esquenta o óleo até 60° C (140° F), mantém essa temperatura durante quinze minutos e verte o óleo noutro recipiente para que repouse pelo menos 24 horas. O 90% do conteúdo é óleo que podes usar. O outro 10% (o que tem no fundo) é água que não deves mesclar de novo com o óleo.

O óleo usado precisa mais catalisador que o óleo novo para neutralizar os ácidos graxos libres (AGL) que se formam ao cozinhá-lo e interferem na transesterificação.

deves fazer uma titulação para determinar o conteúdo de AGL que tem no óleo e quanto de OHNa se precisa para neutralizá-los. Isto é determinar o pH, o nível ácido-base. O valor 7 é neutro, valores inferiores aumentam a acidez, e valores superiores a reduzem. O melhor é usar um medidor de pH eletrônico, ou tiras de comprovação de pH (papel tornassol), ou solução de fenolftaleína.

Também pensamos em usar suco de repolho vermelho, que muda a cor de vermelho em meio ácido forte, a rosa, púrpura, azul, e finalmente verde numa base forte (Consulta Natural test papers). Não tínhamos medidor de pH, assim que utilizamos solução de fenolftaleína. A fenolftaleína é incolor com pH inferior a 8,3, logo se torna rosa (ou melhor magenta), e vermelha com pH 10,4.


Keith comprova o pH do óleo usado.
Keith comprova o pH do óleo usado
Dissolve uma grama de OHNa num litro de água destilada (solução de OHNa ao 0,1%). Num vaso de precipitados pequeno dissolve 1 ml de óleo em 10 ml de álcool isopropílico puro. Esquenta o vaso de precipitados a banho maria e remove até que todo o óleo esteja dissolvido. Agrega duas gotas de solução de fenolftaleína.

Com uma seringa graduada pôr solução de OHNa 0,1%, gota a gota, na solução de óleo-álcool-fenolftaleína. Agitar todo o tempo até que a solução vire rosa e mantenha a cor durante 10 segundos. Anotar o n° de ml de solução de OHNa que tens usado e soma 3,5 a este n°, o resultado será o n° de gramas de OHNa por litro de óleo usado que deves usar. (Consulta Titulação melhorada.)

Na nossa primeira titulação obtivemos um resultado de 6 ml de solução de OHNa 0,1% (não é bom óleo), assim foi que usamos 6 + 3,5 = 9,5 gramas de OHNa por litro de óleo: 95 gramas para 10 litros.

Depois proceder como se foce óleo novo: medir a quantidade de OHNa e misturá-la com o metanol. Vai esquentar e demorar mais em reagir porque desta vez tem mais OHNa. Se garanta que o OHNa é totalmente dissolvido.

Agregar com cuidado o metóxido de sódio no óleo quente, entanto mexer e continuar mexendo por uma hora. Deixa que a mistura repouse toda a noite, logo aspira o biodiesel com um sifão.

As cinco primeiras provas foram de dez litros de óleo usado cada uma; três vezes conseguimos biodiesel (um pouco mais escuro que o de óleo novo) e glicerina, e as outras duas formou-se gelatina. Tem cuidado com a titulação, deves faze-la duas vezes, só para segurança. Segue lendo e aprenderás como conseguir um bom biodiesel e de qualidade cada vez que o tentes.

A produção foi menor que com o óleo novo, foram 8-9 litros de biodiesel em vez de 10. O método ácido-base (método infalível), desenvolvido desde então, permite obter uma produção muito maior com óleo que já foi muito usado.

Comprova a qualidade do teu biodiesel com este controle de qualidade básico.

Para uma descrição mais detalhada da produção de biodiesel a partir de óleo de cozinha usado consulta o método de Mike Pelly.

Lavado do biodiesel

Tens que lavar o biodiesel para tirar o sabão, o metanol, o OHNa, a glicerina e outras impurezas. Alguns (cada dia menos) insistem em que não é necessário lavá-lo, argumentando que umas poucas impurezas não danificam o motor.
Lê o que tem que dizer sobre essas impurezas os Fabricantes de Equipamentos de Injeção de Combustive (Delphi, Stanadyne, Denso, Bosch):
Resumen -- html
Documento completo -- Arquivo Acrobat, 104 Kb

Consulta também: Determinação da Influenza dos Contaminantes nas Propriedades do Biodiesel, Jon H. Van Gerpen et al., Iowa State University, 32 de julho de 1996 -- Reportagem de 12.000 palavras sobre as impurezas e seus efeitos. Arquivo Acrobat, 2,1 Mb:
http://www.biodiesel.org/resources/reportsdatabase/reports/gen/gen014.pdf

Para que o biodiesel seja de boa qualidade tens que lavá-lo. Só filtrado não serve de nada, nem tampouco deixá-lo repousar varias semanas. De todas formas lavá-lo é fácil e vale a pena.

Consulta: Lavado do biodiesel

Usando biodiesel

Não é necessário modificar o motor para que funcione com biodiesel, no entanto tem que fazer ajustes e comprovar algumas coisas.

Retardar o tempo de injeção dois ou três graus para compensar o fato do biodiesel ter um maior número decetanos. Esto também faz com que o combustível queime a menor temperatura e reduz as emissões de óxido de nitrogênio.

O diesel mineral deixa muita sujeira no tanque e o sistema de combustível. O biodiesel é um bom dissolvente. Desprende a sujeira e a arrasta. No inicio revisar regularmente os filtros de combustível. Começar com um filtro novo.

Comprovar que não tenha peças de borracha natural no sistema de distribuição de combustível. Se tiver tem que ser substituídas. O Vitón é melhor.

Consulta: O biodiesel e o teu veículo.

Seguridade

Usar luvas adequadas, avental e óculos protetores, não respirar os vapores. O metanol pode causar cegueira e morte; não deves beber por nenhum motivo. É absorvido pela pele. O hidróxido de sódio pode causar queimaduras graves e a morte. Quando se misturam estes dois produtos formam metóxido de sódio. Es um novo produto extremadamente cáustico (corrosivo). São produtos perigosos, ¡tratá-los com cuidado! As luvas devem ser resistentes aos produtos químicos e compridas para que cobram os braços e quedem totalmente protegidos. Não serve qualquer luva. Tenha sempre água corrente por perto quando manipule estes produtos. O lugar de trabalho deve estar muito bem ventilado. Não pode haver por perto pessoas alheias ao processo nem crianças nem mascotes.

O melhor conselho é não se expor diretamente aos gases. O maior perigo é o metanol quente. quando está frio ou a temperatura ambiente desprende muito pouco gás e é fácil ventilá-los. Não use reatores abertos. Os reatores para biodiesel devem estar fechados, sem fuga de gases. Todos os recipientes que contem metanol devem estar fechados hermeticamente para que não entre a umidade do ar.

Nos passamos o metanol da sua embalagem ao misturador de metóxido bombeando, sem que tenha contato com o ar. É fácil de fazer, serve qualquer bomba de aquário (a mesma que usas para lavar o biodiesel). O metóxido se mistura de esta forma: Metóxido, o método simples, que é a forma segura de faze-lo. Se esquenta bastante ao começo, mas o recipiente está fechado e não saem gases. Logo da mistura o metóxido é bombeado ao reator (também fechado) com a bomba de aquário. Não escapa nenhum gás e o líquido se transvasa lentamente, o que é benéfico tanto para o processo como para a seguridade. Consulta Adding the methoxide.

Produzir biodiesel é seguro se você é cuidadoso (ou cuidadosa) e tem bom senso. "Ter bom senso" também significa que não tenha medo demais, como alguns: "Gostaria de produzir biodiesel, mais me dão medo todos esses venenos terríveis". De fato são bem comuns nas casas. O OHNa se vende em supermercados para limpar os esgotos, provavelmente tenham um vidro de OHNa debaixo do tanque da maioria das casas. O metanol é componente principal de alguns combustíveis como o que usam as crianças nos motores dos seus aeromodelos. Seja prudente com os produtos químicos, mais não tenhas medo.


Ecologistas propõem óleo de cozinha usado como combustível

Indignados com os preços absurdos do petróleo, um grupo de ecologistas da Califórnia vem chamando atenção e está relançando a "revolução do biodiesel" nos Estados Unidos, a terra prometida dos automóveis, propondo o óleo de cozinha usada para fritura como combustível.

Há alguns meses, o "Oasis", um pequeno posto de gasolina da progressista cidade de Berkeley, reduto da oposição à guerra do Vietnã nos anos 60, atrai cada vez mais motoristas com carros movidos a diesel interessados em experimentar a interessante e econômica proposta para aumentar a potência dos motores de seus automóveis.

Inaugurado no final de 2003, o "Oasis" é o único posto de abastecimento em um raio de 70 km que possui o "biodiesel", um combustível 100% natural porque é obtido a partir de óleo de cozinha usado para fritura e que, comprovadamente, é capaz de fazer funcionar a maioria dos carros a diesel.

{sidebar id=3} Nos Estados Unidos, o diesel é muito pouco comum para os carros particulares e custa cerca de 8% mais caro que o combustível sem chumbo de melhor qualidade, o que é diametralmente oposto à situação geral na Europa.

Portanto, o público potencial interessado no biodiesel é reduzido. No entanto, isto não impediu que o número de adeptos desse combustível alternativo triplicasse desde os primeiros meses de funcionamento do posto, de acordo com uma de suas co-fundadoras, Jennifer Radtke.

O estabelecimento tem uma pista por onde passa apenas um carro, com uma única bomba e uma pequena oficina. Em uma das paredes, o posto exibe uma cópia da Declaração da Independência dos Estados Unidos (1776), em cima de um autógrafo do cantor de country Willie Nelson, lembrança de quando o artista passou pelo local.

"As pessoas descobrem que estamos aqui e que podem comprar combustível. Depois vão comprar um carro a diesel", disse Radtke. "Muitas pessoas não querem acabar com seu dinheiro comprando petróleo ou apoiando a guerra no Iraque", conta a proprietária do posto.

"Se não podemos controlar o destino dos impostos que pagamos ao governo, pelo menos podemos evitar apoiar a indústria petroleira", afirma Justin Weber, uma das clientes do estabelecimento. "No queremos depender do petróleo (...) temos que pensar no futuro", continua, apontando para os filhos pequenos.
{sidebar id=13}
Para montar uma refinaria doméstica, é preciso ter uma garagem espaçosa para a instalação de um equipamento que custa cerca de 500 dólares, segundo Radtke. Depois, basta dar uma volta pelos restaurantes do bairro à procura de óleo usado.

O óleo, depois de filtrado, deve ser misturado com um pouco de metano e outros ingredientes que lhe darão as mesmas propriedades físicas da gasolina. Assim, o biocombustível estará pronto para ser colocado no tanque do carro.

O melhor desta receita é, sem dúvida, o resultado da combustão: em vez do cheiro de gasolina queimada o cliente sentirá o cheiro da fritura, de "pipoca, por exemplo", mas isso vai depender do óleo escolhido.


Mas, cuidado!: "É preciso escolher um bom óleo, não vale o óleo de lanchonetes de fast food como o McDonald's", adverte Radtke

Compro óleo de cozinha, óleo vegetal usado

Preço a vista:
R$ 1,00 / 13-78177258

Atualizado em 09/05/2013

Preço a prazo:
R$ 0,00 / 13-78177258
São Paulo / SP (ver no mapa)

 oleo de cozinha usado, oleo vegetal, reciclagem de oleo gordura vegetal, oleo de soja, OLEO DE FRITURA SANTOS, PRAIA GRANDE, GUARUJA, SAO VICENTE

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Compro Óleo e Gordura Vegetal, SANTOS, SAO VICENTE, PRAIA GRANDE, SP, MINAS, RIO DE JANEIRO, SANTA CATARIANA, ETC.

COMPRO OLEO E GORDURA VEGETAL USADO (OLEO DE COZINHA)
COMPRO OLEO DE COZINHA USADO , PAGO A VISTA EM DINHEIRO E RETIRO NO LOCAL.
COMRPO OLEO DE FRITURA USADO.
O PRODUTO DEVE ESTAR LIVRE DE AGUA E DETRITOS SOLIDOS.

compro oleo de fritura de origem vegetal!!!!

Diego


Nextel 13-78177258 Id 957*30792


Reciclar óleo é garantia de lucro na Grande BH

Na onda ecologicamente correta, seguindo os ensinamentos do pai da química moderna Antoine Lavoisier, de que “nada se perde, tudo se transforma”, empresas têm faturado alto com o recolhimento e reciclagem de óleo de fritura usados nas cozinhas. Vale reaproveitar desde os residenciais até restaurantes, hotéis, supermercados e redes de fast food. Independentemente do local de recolhimento, a oportunidade é grande para se ganhar dinheiro com o que seria um produto inútil e de difícil descarte. De olho num mercado que usa como matéria-prima um rejeito que, se não for transformado, pode acabar por contaminar rios e cursos d’água, várias empresas aproveitam a brecha para lucrar com o serviço. O preço do óleo tratado chega a R$ 1,20, quatro vezes mais que o valor pago para quem o fornece o produto ainda contendo resíduos. A maior empresa do ramo na capital chega a faturar mais de R$ 160 mil por mês.

O processo é simples. A empresa recolhedora compra o óleo bruto de estabelecimentos comerciais, ou, em alguns casos, troca por produtos de limpeza e, depois de retirar as impurezas, revende-o para empresas de outros estados e da Grande BH. epois, o óleo é transformado em sabão em barra e até biocombustível.
Veja como é a transformação do óleo de cozinha em produtos que geram empregos


No mercado há oito anos, a Recóle o Coleta e Reciclagem de Óleos apanha 140 mil litros de óleo por mês em BH e região metropolitana. Quando começou, eram apenas 1,6 mil litros mensais. O litro do óleo é comprado por R$ 0,30 e, depois de tratado, revendido de R$ 1 a R$ 1,20 para empresas de São Paulo e Goiânia que atuam na produção de biocombustível.

Desde sua criação, a Recóleo, que funciona na Vila São José, no Bairro Jardim Alvorada, na Região Noroeste de BH, ampliou-se aproveitando a demanda do setor. Hoje tem 30 funcionários, dos quais 27 são contratados na própria comunidade. Além disso, são 14 franqueados em Minas e mais de 400 no Brasil. “Se eu conseguir coletar 1 milhão de litros, tem quem compre tudo”, sustenta a proprietária e criadora da empresa, Nívea Freitas.

Um grande filão está nas cadeias internacionais de fast-food, como McDonald’s, Burger King, Habib’s, Outback e Applebee’s. Usando diariamente milhões de litros de óleo para fritar batatas e hambúrgueres, as lanchonetes estão na lista de principais fornecedores das empresas do ramo. Em Belo Horizonte e outras quatro cidades mineiras (Contagem, Betim, Sete Lagoas e Ipatinga), a empresa contratada para recolher o óleo usado pela rede Arcos Dourados (McDonald’s, Outback e Applebee’s) é a MG Óleo, prestadora de serviços da Massa & Vidro. A empresa paga R$ 0,40 por litro recolhido. Segundo a Arcos Dourados, por mês, são recolhidos entre 5 mil e 6 mil litros de óleo das três redes e o total pago é repassado para o Instituto Ronaldo McDonald (que ajuda crianças com câncer).

As pastelarias também são grandes fornecedoras. Somente na unidade do Fujiyama da Savassi, mensalmente são recolhidos 160 litros de óleo usado na fritura. Uma vez por semana, segundo o gerente Elson dos Santos, a empresa contratada busca o material produzido e o troca por produtos de limpeza. “Não teríamos o que fazer com o óleo”, afirma o funcionário.

De frigideiras ara tanques de caminhões

Em São Paulo, desde o ano passado, os restaurantes do McDonald’s adaptaram um projeto de logística reversa para abastecer parte dos caminhões da empresa com o óleo de cozinha usado na fritura das batatinhas. Ao entregar os produtos numa unidade da rede de fast food, o motorista do caminhão recolhe vasilhame contendo o óleo e o encaminha para uma usina, em Osasco (SP), que transforma o produto em biodiesel.

O projeto ainda está em fase de testes. Cinco caminhões da empresa rodam pelo país com o combustível feito a partir do óleo de cozinha, num programa inédito no país. Quatro dos caminhões são abastecidos com B20, ou seja combustível que contém 20% de óleo reciclado, enquanto um veículo usa o B100, composto exclusivamente de óleo de cozinha transformado. Anualmente, a rede McDonald’s usa aproximadamente 3 milhões de litros de óleo de cozinha para fritura de batatas e empanados. A ideia é que o recolhimento e a transformação de todo esse volume seja capaz de abastecer com biodiesel B40 toda a frota de caminhões da rede de fast-food no pais.


Além de garantir economia para a empresa, a transformação do material em combustível contribui para a redução da emissão de gás carbônico, pois o biodiesel, de origem vegetal, não libera gases provocadores do efeito estufa, enquanto o diesel, derivado do petróleo, ao ser queimado nos veículos, libera partículas de CO2. (ZF e PRF)


Óleo usado vira biodiesel

O interessante da legislação é que ela nos proíbe de continuar fazendo algo que polui
Por dezenas de anos, as donas de casa, os chefs de cozinha e a torcida do Flamengo e do Corinthians juntas lançavam no ralo da pia da cozinha o óleo usado nas frituras. Era automático, um hábito enraizado no subconsciente de quase todo mundo. Fazíamos isto (infelizmente muita gente ainda faz) sem avaliar as conseqüências de nossos atos. Achávamos que era um procedimento normal. O interessante da legislação ambiental é que, em tese, ela nos proíbe de continuar a fazer coisas que sempre fizemos e que poluem.
O óleo de cozinha usado – especialmente o de frituras – jogado no ralo da pia vai grudando nas paredes da tubulação de esgoto, com várias conseqüências. Primeiro porque entope as tubulações; segundo porque em cada casa deveria haver uma caixa de gordura, onde a gordura ficaria sobrenadante e seria retirada periodicamente, e na prática isto acaba não acontecendo.
Além disso, o óleo misturado com o esgoto de nossa casa vai parar nas estações de tratamento de esgoto, que não foram projetadas pelos engenheiros sanitaristas para tratar óleo, somente dejetos humanos. Logo o óleo acaba sendo levado, junto com o efluente tratado, para o corpo hídrico, poluindo os rios e danificando a vida aquática de peixes e plantas.
A próxima cidade – em relação àquela onde o óleo de cozinha foi despejado – a captar água para beber vai encontrar água e óleo misturados, dando um grande trabalho às empresas de saneamento para garantir a produção de água com qualidade para seus clientes.
Se podemos tomar consciência de que não podemos descartar óleo no ralo, também somos capazes de descobrir um aproveitamento para ele. Basta pensar um pouco e logo verificamos que o óleo usado pode ser transformado em sabão e até mesmo em biodiesel. Daí nos perguntamos “por que não pensamos nisto antes?”. Como podíamos continuar poluindo se é possível transformar esse resíduo em algo de valor?
É por este motivo que estão surgindo inúmeras empresas que querem o nosso óleo de cozinha usado. Elas vão ganhar dinheiro com isto, e nós vamos deixar de poluir nossos rios, como fizemos durante muitos anos, sem ter ideia das conseqüências péssimas para o meio ambiente.
A revolução que estamos vivendo é espetacular. Ao proibir o descarte de nossos resíduos ou efluentes no meio ambiente, a legislação exige que paremos para pensar. Com isso, logo seremos capazes de descobrir outros aproveitamos para nossos resíduos. Descartar resíduos na natureza é crime ambiental e, sobretudo, perda de dinheiro. Hoje todo resíduo vale dinheiro – para nós ou para alguém.

Empresário transforma óleo de cozinha usado em negócio

Brasília - Crescer de forma sustentável era um sonho antigo do pernambucano Luiz Cláudio Lima, dono da microempresa Redlub. Há dez anos, ele teve uma ideia que, na época, parecia de difícil realização: transformar óleo de cozinha usado em resina antiferrugem para carros.
A consultoria do Sebrae foi decisiva para Luiz Cláudio abrir a própria empresa em Recife. “A instituição me deu apoio para realizar os testes no Centro Tecnológico de Pernambuco”, conta. Os resultados foram animadores: os testes indicaram que o óleo usado podia servir para proteger metais da corrosão. Foi aí que o sonho de ter um negócio ao mesmo tempo lucrativo e ecologicamente correto começou a virar realidade.
Com quatro funcionários, Luiz Cláudio recolhe atualmente 15 mil litros de óleo por mês em restaurantes, hotéis, condomínios e hospitais de Recife. Ao todo, são quase 500 estabelecimentos na capital pernambucana. A produção da Redlub chega a 100 litros de antiferrugem por dia, com uma receita mensal de R$ 18 mil.
Quando entrou no negócio de reciclagem de óleo de cozinha, o empreendedor recolhia dois mil litros do produto e sua renda era de apenas um salário mínimo, cerca de R$ 200 na época. Para Luiz Cláudio, o crescimento da empresa acompanhou o aumento da preocupação da sociedade com as questões ambientais. “No início, as pessoas relutavam em guardar o óleo usado, mas hoje temos uma rede estável de fornecedores”.
O empresário explica que o antiferrugem atua contra a corrosão de chassis e outras peças automotivas. Trata-se de uma espécie de resina que é aplicada nos lava jatos por intermédio de uma pistola de ar comprimido ou pincel. Para evitar o desgaste das partes metálicas, o produto deve ser usado duas vezes por mês.
Contaminação da água
A contaminação por óleo de cozinha usado prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água e encarece bastante o processo. O acúmulo de óleos e gorduras nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos das redes de coleta.
Nos rios, a presença de óleos dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água. “Tudo isso compromete a base da cadeia alimentar aquática, além de contribuir para a ocorrência de enchentes”, ressalta o empresário. “Além de gerar renda, a Redlub ajuda a diminuir o impacto dessas substâncias no meio ambiente”, comemora.