Proprietário de uma pastelaria, localizada no Centro de
Cuiabá, Gildo de Oliveira encontrou uma alternativa bastante eficaz para os
mais de dois litros de óleo que sobram diariamente com a fritura dos pastéis.
Trata-se da reciclagem do resíduo que sobra e, que se jogado
diretamente na pia pode causar entupimento de tubulações, atrair insetos e
poluir rios e córregos. Apenas na capital, estima-se que são consumidos
mensalmente mais de 500 mil litros de óleo vegetal.
Oliveira optou por doar o resíduo. Mas, o óleo usado na
cozinha vale dinheiro e pode render bons lucros. Na capital, uma das empresas
que trabalham com reciclagem deste tipo de material é a Óleo Limpo Fernisis,
que fica no Distrito Industrial.
A empresa recolhe o óleo de cozinha em restaurantes, bares,
lanchonetes, condomínios e edifícios localizados em Cuiabá e Várzea Grande,
além de outros municípios mato-grossenses como Rondonópolis, Tangará da Serra e
Diamantino.
“O óleo que sobra a gente recolhe e encaminha para uma
empresa que faz o reaproveitamento. Mas têm algumas senhoras que pegam para
fazer sabão e detergente”, contou a representante da área comercial, Aline
Pereira Rach.
Conforme ela, são mais de 600 empresas cadastradas, que
armazenam o resíduo em “bombonas” e, assim que estão cheias, é feita a coleta.
Após o recolhimento, o óleo de cozinha passa por um processo para a retirada da
água e impureza. Em seguida, é comercializado para empresas que fabricam óleo
diesel.
O projeto Fernisis também empresta o vasilhame de 50 litros
para os “doadores” fazerem o armazenamento. Além disso, em troca do material, a
Fernisis oferece produtos como água sanitária ou detergente líquido. Ou então,
é pago R$ 0,50 pelo litro do material. “O valor depende da qualidade. Se tem
água, borras”, comentou. “Também têm muitas donas de casa que juntam o material
em garrafas PETs e, a cada 20 litros, é feita a troca”, acrescentou.
O óleo coletado é usado na fabricação de resina, aditivo utilizado
na produção de tintas a óleo e esmalte sintético. Por mês, são de 10 a 12 mil
litros de óleo de cozinha que deixam de ser descartados indevidamente no meio
ambiente. A cada litro é pago o valor de R$ 0,50, que pode ser resgatado em
dinheiro ou cupons que podem ser trocados em produtos da Maxvinil e em empresas
do ramo de materiais de construção parceiras do projeto.
ALERTA – O óleo de cozinha, quando descartado de forma
incorreta, se torna um resíduo altamente poluente. Levantamentos sobre
degradação ambiental apontam que cada litro que é lançado no meio ambiente pode
poluir um milhão de litros de água. Um problema que se agrava com a diminuição
da oxigenação da água dos rios, a impermeabilização do solo que facilita
enchentes e entupimento de tubulações.
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